QUERIDOS
IRMÃOS E IRMÃS JESUS NOS ABENÇOE.
Estou
aqui e, através destas palavras singelas,
venho ao encontro de todos vocês, com muito
carinho e reconhecimento em meu coração
de servidor sempre agradecido.
Dirigindo-me
à querida família espírita
de nossa inesquecível Pedro Leopoldo, dirijo-me,
com a permissão de Jesus, a todos os integrantes
da querida e imensa família espírita
que, do nosso Brasil, se estende por outros países.
Agradeço-lhes,
meus irmãos, por tudo: pelo carinho que
vocês sempre me dispensaram, ao lado dos
nossos Benfeitores Espirituais, para que eu conseguisse
levar adiante o compromisso abraçado.
Louvado
seja Deus, que os colocou em meu caminho para
que, diante dos obstáculos, eu não
esmorecesse na luta que, evidentemente, há
de prosseguir para todos nós, para maior
honra e glória Daquele a quem nos compete
servir invariavelmente.
Perdoem-me,
se, neste momento, a emoção toma
o meu coração por inteiro e eu,
igualmente, não saiba o que lhes dizer
com exatidão.
Aqui
compareço, nesta manhã, na mesma
condição daqueles companheiros que
me antecederam na palavra e sinceramente, não
me reconheço sob regime de qualquer privilégio
em relação a eles ou a vocês,
que continuam e devem continuar esforçando
para prosseguir com o ideal que abraçamos,
em nossa Doutrina de Amor e Paz.
Unamo-nos
e procuremos melhor servir aos propósitos
do Evangelho, operando a nossa própria
renovação, dando combate às
imperfeições que ainda nos assinalam
e que, tantas vezes, nos induzem a cometer maiores
equívocos no cumprimento do dever.
A
obra dos Amigos Espirituais, por meu intermédio,
em verdade, não pertencem a eles mesmo
e muito menos a mim, que prossigo deste Outro
Lado da Vida me considerando na condição
de um cisco!
A
tarefa que encetamos na Doutrina pertence ao Senhor
e, para executá-la com a devida fidelidade,
carecemos de colocar de lado o personalismo e
não tomarmos o caminho da polêmica
inútil.
Não
nos dispersemos, despendendo energias espirituais
que deverão ser consumidas unicamente nas
tarefas que prosseguem sob a nossa responsabilidade.
Perdoem-me,
se, escrevendo a vocês neste instante, eu
não consigo deixar de ser o Chico que sempre
fui... O que, afinal de contas, continuo sendo,
para ser o espírito feericamente iluminado
que os amigos sempre me supuseram, por bondade
deles e não por méritos que, em
verdade, eu nunca tive e prossigo sem ter?! Em
mim, mesmo após a desencarnação,
continuam subsistindo muitos traços de
treva e me reconheço muito distante da
posição que os amigos me colocam.
A
nada mais aspiro, se o Senhor assim me consentir,
se não dar seqüência ao humilde
trabalho que o Espiritismo, na revivescência
do Evangelho, nos possibilita em favor de todos
os nossos irmãos em Humanidade.
Escrevo-lhes
nesta hora, acreditem, sem nenhuma preocupação
e espero, sinceramente espero, que estas minhas
palavras não nos ocasionem maiores contendas
e nem nos induzam ao esquecimento de nossas obrigações
fundamentais.
Eu
jamais seria capaz de silenciar ou de considerar
um espírito diferente de tantos outros
- embora minha total desvalia -, que estão
e sempre estarão à disposição
daqueles que necessitarem de uma palavra de encorajamento
e de companheirismo, a fim de que não fragilizem
na
vivência do ideal.
Deixo-lhes,
queridos irmãos e irmãs, o meu abraço
fraternal e a minha alegria por ainda me sentir
integrados à todos vocês, na Causa
que nos é comum e que, sem dúvida,
nos merece e nos merecerá sempre o melhor
esforço e o maior devotamento.
Impossível
que, neste primeiro contato, eu lograsse extravasar
todas as emoções que me possuem
o espírito em forma de gratidão
e de reconhecimento à família espírita
do Brasil, da qual eu me tornei eternamente devedor.
Com
minha saudade, a minha imensa saudade de todos
os dias, sou irmão e servidor sempre grato,
o menor dentre os menores servidores de nossa
Causa, sempre o seu Chico.