Conserva
contigo
os
companheiros
idosos,
com
a
alegria
de
quem
recebeu
da
vida
o
honroso
encargo
de
reter,
junto
do
coração,
as
luzes
remanescentes
do
próprio
grupo
familiar.
Reflete,
naqueles
que
te
preservaram
a
existência
ainda
frágil,
nos
panos
do
berço;
nos
que
te
equilibraram
os
passos
primeiros;
nos
que
te
afagaram
os
sonhos
da
meninice
e
naqueles
outros
que
te
auxiliaram
a
pronunciar
o
nome
de
Deus.
Já
que
atravessaram
o
caminho
de
muitos
janeiros,
pensa
no
heroísmo
silencioso
com
que
te
ensinam
a
valorizar
os
tesouros
do
tempo,
nas
dificuldades
que
terão
vencido
para
serem
quem
são,
no
suor
que
lhes
alterou
as
linhas
da
face
e
nas
lágrimas
que
lhes
alvejaram
os
cabelos...
E
quando,
porventura,
te
mostrem
azedume
ou
desencanto,
escuta-lhes
a
palavra
com
bondade
e
paciência...
Não
estarão,
decerto,
a
ferir-te
e
sim
provavelmente
algo
murmurando
contra
dolorosas
recordações
de
ofensas
recebidas,
que
trancam
no
peito,
a
fim
de
não
complicarem
os
dias
dos
seres
que
lhes
são
especialmente
queridos!...
Ama
e
respeita
os
companheiros
idosos!
São
eles
as
vigas
que
te
escoram
o
teto
da
experiência
e
as
bases
de
que
hoje
te
levantas
para
seres
quem
és...
Auxilia-os,
quanto
puderes,
porquanto
é
possível
que,
no
dia
da
existência
humana,
venhas
igualmente
a
conhecer
o
brilho
e
a
sombra
que
assinalam,
no
mundo,
a
hora
do
entardecer.
