Insignificante
é
o
pingo
d'água,
todavia,
com
o
tempo,
traça
um
caminho
no
corpo
duro
da
pedra.
Humilde
é
a
semente,
entretanto,
germina
com
firmeza
e
produz
a
espiga
que
enriquece
o
celeiro.
Frágil
é
a
flor,
contudo,
resiste
à
ventania,
garantindo
a
colheita
farta.
Minúscula
é
a
formiga,
mas
edifica,
à
força
de
perseverança
complicadas
cidades
subterrâneas.
Submissa
é
a
argila,
no
entanto,
com
o
auxílio
do
oleiro,
transforma-se
em
vaso
precioso.
Branda
é
a
veste
física,
que
um
simples
alfinete
atravessa,
todavia
suporta
vicissitudes
incontáveis
e
sustenta
o
templo
do
Espírito
em
aprendizado,
por
dezena
de
lustros,
repletos
de
necessidades
e
padecimentos
morais.
O
verdadeiro
progresso
prescinde
da
violência.
Tudo
é
serenidade
e
seqüência
na
evolução.
Aprendamos
com
a
Natureza
e
adotemos
a
brandura
por
diretriz
de
nossas
realizações
para
a
vida
mais
alta,
mas
não
a
brandura
que
se
acomoda
com
a
inércia,
com
a
perturbação
e
com
o
mal
e
sim
aquela
que
se
baseia
na
paciência
construtiva,
que
trabalha
incessantemente
e
persiste
no
melhor
a
fazer,
ultrapassando
os
obstáculos
que
a
ignorância
lhe
atira
à
estrada
e
superando
os
percalços
da
luta,
a
sustentar-se
no
serviço
que
não
esmorece
e
na
esperança
fiel
que
confia,
sem
desânimo,
na
vitória
final
do
bem.