Não
passes
distraído,
diante
da
dor.
Nesses
semblantes,
que
o
sofrimento
descoloriu
e
nessas
vozes
fatigadas,
em
que
a
tortura
plasmou
a
escala
de
todos
os
gemidos,
Jesus,
o
nosso
Mestre
Crucificado,
continua
incompreendido
e
desfalecente...
*
Nessas
longas
multidões
de
aflitos
e
infortunados,
encontrarás
a
nossa
própria
família.
*
Quantos
deles
albergaram
esperanças,
iguais
àquelas
que
nos
alimentam
os
sonhos,
sem
qualquer
oportunidade
de
realização?
Quantos
tentaram
atingir
a
presença
da
luz,
incapazes
de
vencer
a
opressão
das
trevas?!...
*
Essas
crianças,
caídas
no
berço
da
angústia,
esses
enrugados
velhinhos
sem
ninguém,
essas
criaturas
que
a
ignorância
e
a
provação
mergulharam
no
poço
da
enfermidade
ou
no
espinheiro
do
crime,
são
nossos
irmãos,
à
frente
do
Eterno
Pai!...
*
Estende-lhes
tua
alma,
na
dádiva
que
possas
oferecer,
guardando
a
certeza
de
que,
amanhã,
provavelmente,
estarás
também
suspirando
pelo
bálsamo
do
socorro,
na
bênção
de
um
pão
ou
na
luz
de
uma
prece
amiga!
*
Recorda
que
as
mãos,
hoje,
por
ti
libertadas
dos
grilhões
da
penúria,
podem
ser
aquelas
que,
amanhã
chegarão
livres
e
luminosas,
em
teu
auxílio!...
*
Ao
pé
de
cada
coração
desventurado,
Jesus
nos
espera,
em
silêncio.
*