Semear,
em
sentido
extenso,
não
é
tão-somente
arrojar
semente
à
terra.
É,
também,
produzir.
E,
compreensivelmente,
cada
criatura
recebe,
com
a
própria
vida,
um
campo
a
lavrar.
Muito
estranho,
desse
modo,
viéssemos
a
recolher
instrução
apenas
para
nos
convertermos
em
mostruários
de
legendas
culturais
ou
guardar
o
dinheiro,
de
maneira
infrutífera,
para
transfigurar-nos
em
cofres
inteligentes.
Todos
os
recursos
do
Universo
são
talentos
que
a
Divina
Providência
nos
empresta
pela
carteira
da
confiança,
em
regime
de
empréstimo,
visando
ao
correto
rendimento
dos
valores
da
vida.
Por
essa
razão,
há
celeiros
e
celeiros.
Se
o
lavrador
armazena
cereais
o
sábio
entesoura
conhecimentos,
desde
que
se
disponham
a
desentranhar
as
próprias
energias
na
execução
das
tarefas
em
que
foram
localizados.
Não
há
dispensas
para
ninguém
na
gleba
do
mundo.
Há
plantações
de
exemplos
como
há
lavouras
de
batatas.
E
há
melhoria,
valorização,
readaptação
e
promoção
de
servidores
nos
institutos
de
progresso
do
Espírito,
quais
as
que
encontramos
nas
organizações
terrestres
vinculadas
a
serviços
de
natureza
múltipla.
Se
o
cultivador
do
solo
se
desincumbe
da
obrigação
que
se
lhe
atribui,
enriquecendo
a
própria
competência,
habilita-se
a
receber
encargos
de
orientação
em
postos
mais
elevados,
sucedendo
o
mesmo
com
a
atividade
de
essência
espiritual.
Dever
cumprido
é
via
de
acesso
a
responsabilidades
maiores.
Em
todos
os
setores
das
vocações,
profissões
e
posições
há
que
fazeres
no
bem
geral,
equivalendo
isso
a
sementeiras
e
colheitas.
O
tempo
é
o
juiz
que
seleciona,
define
e
marca
a
produção.
Espinheiros
estendem
espinheiros,
trigo
espalha
trigo,
simpatia
forma
simpatia,
cooperação
rende
cooperação.
À
vista
disso,
é
preciso
compreender
que
todos
nós,
na
leira
da
vida,
recolhemos,
multiplicadamente,
apenas
aquilo
que
colocamos
dentro
dela.