Faça
a sua parte, mesmo que seja a modesta contribuição
do silêncio.
Dê
a mão em auxílio a alguém,
embora não disponha de mais, além
dela.
Contribua
com a homenagem do seu respeito à vida.
Ofereça
a parcela que outros não sentem inclinação
de doar: varrer uma casa, lavar o chão,
enxugar o suor num rosto doentio.
Proponha
a palavra simples e nobre do perdão,
quando surgir oportunidade junto aos contendores
que se digladiam.
Sugira
o olvido, quando corações aflitos
desejarem revidar os remoques sofridos.
Apague
a sua presença para que os outros sejam
vistos, apesar de você reconhecer que
o triunfador não é aquele a quem
a multidão ovaciona.
Insista
no burilamento íntimo.
Você sabe que os outros não têm
o dever de compreender o que você pensa,
enquanto você se propôs espontaneamente
a todos entender:
Neste momento, você pode construir a felicidade
no coração, facultando novos horizontes
à alma sedenta de
luz e amplidão.